Educação, assistência técnica e fortalecimento da produção sustentável estiveram no centro das ações do Projeto Rural Sustentável – Amazônia em 2025. Por meio de capacitações, ações em campo e da parceria com 30 Organizações Socioprodutivas (OSPs) do Amazonas, Pará e Rondônia, o ano foi marcado pela construção coletiva de soluções sustentáveis, que aliam geração de renda, valorização da sociobio amazônica e de quem vive e cuida da floresta. E esse caminho segue se expandindo em 2026. Vem conferir os principais destaques do ano!
A educação no centro da transformação
2025 foi um ano em que buscamos engajar mais pessoas na temática da sustentabilidade rumo a um futuro mais inclusivo, próspero e em harmonia com a floresta. Um dos frutos dessa vontade foi o lançamento da 2ª edição do Mestrado Profissional sobre Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia, em parceria com a UFPA, que reuniu mais 24 profissionais comprometidos com pesquisas voltadas ao tema gestão de recursos naturais e desenvolvimento local. Essa caminhada ganhou mais força com três semanas de aulas presenciais para trocas de saberes e construção de pesquisas que refletem a realidade local.
A sustentabilidade também foi assunto no Curso EaD Avançado sobre Mudanças climáticas e cadeias produtivas sustentáveis, e em 21 Dias de Campo realizados com as Organizações Socioprodutivas (OSPs) – um espaço criado para escutar, dialogar e somar saberes sobre técnicas produtivas sustentáveis.
Já neste ano, a frente de capacitação chega com uma agenda robusta, que vai incluir aulas presenciais em Rondônia com a 2° turma do Mestrado Profissional, defesas das pesquisas da primeira turma, seminários sobre mudanças climáticas e ATER e a realização do curso presencial sobre mudanças climáticas e cadeias produtivas sustentáveis. Também estão previstas capacitações temáticas nos territórios, reforçando o compromisso de construir conjuntamente uma base de conhecimento para que a produção sustentável seja mantida e valorizada.
Confira alguns registros desse ano




ATER: uma construção coletiva e adaptada ao contexto local
Em 2025, a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) deu passos importantes com a capacitação de 40 ATECs — 25 homens e 15 mulheres — que passaram a acompanhar de perto famílias produtoras e agroextrativistas no Pará, Amazonas e Rondônia em todas as etapas da produção. Ao todo, foram realizadas 61 Oficinas de ATER nos três estados, permitindo compreender o contexto de cada família e planejar, de forma coletiva, estratégias para aprimorar o plantio, o cultivo ou a extração.
O processo de escuta e planejamento nas oficinas resultou na realização de 14 Dias de Campo voltados às demandas específicas de cada cadeia produtiva e OSP, como técnicas sustentáveis de poda, uso de bioinsumos para a sanidade vegetal, sistemas agroflorestais, preparo do solo e muito mais. Só no último ano, quase 400 famílias receberam visitas técnicas e a expectativa é que esse número aumente, somando mais 1.000 famílias atendidas, 20 ATECs capacitados(as), 17 oficinas de assistência técnica realizadas e 85 Dias de Campo.
Vem conferir algumas fotos das ações de assistência técnica




Lado a lado com 30 OSPs
Um ano também para dar boas vindas a mais 13 OSPs do Amazonas, Pará e Rondônia. As organizações se juntaram às outras 17 OSPs e, agora, somam 30 Organizações Socioprodutivas parceiras. Lado a lado, avançamos na elaboração coletiva de 17 Planos de Negócios, com oficinas que ajudaram a definir estratégias de curto, médio e longo prazo, sempre respeitando seus objetivos e contextos.
A partir desses planos, foi possível definir conjuntamente os melhores caminhos de investimento e entregar Benefícios Coletivos a 10 OSP para otimizar a produtividade e suprir suas principais demandas. Já para 2026, a expectativa é que mais 19 OSPs recebam seus benefícios coletivos, 14 novos Planos de Negócio sejam finalizados e mais 80 Dias de Campo realizados com as organizações.
Veja os principais momentos do ano com as OSPs






CME: Fortalecendo cadeias e ampliando mercados
Em 2025, levamos os sabores e saberes da sociobio amazônica a novos lugares, com um objetivo na bagagem: aumentar a visibilidade dos produtos e a renda das famílias produtoras e agroextrativistas. Para isso, marcamos presença na Feira do Cacau e Chocolate Amazônia, no Pará, no Seafood Show Latin America e no Congresso de Nutrição Funcional, em São Paulo, com foco em aumentar a visibilidade dos produtos, criar conexões e, claro, fazer negócios.
Foi um período também para realizar os Seminários de apresentação dos estudos de mercado e dos planos para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis nos estados. O restinho do ano ainda proporcionou uma surpresa especial: o lançamento, na COP 30, da publicação Destravando Mercados Sustentáveis: a experiência do Projeto Rural Sustentável – Amazônia com o fortalecimento de cadeias da sociobiodiversidade amazônica para o acesso a mercado. Nela, o Projeto compila os achados dos estudos anteriores, indica quem são as pessoas que compram produtos da sociobio e aponta caminhos para valorizar esses produtos e inseri-los em mais mercados.
Mas não para por aí: neste ano, serão lançados novos estudos sobre aquisição de certificações, agregação de valor aos produtos e acesso a crédito, além de seminários para atender às principais demandas das OSPs. Ah, e não menos importante, já temos datas previstas para acompanhar nossas OSPs em eventos nacionais e internacionais, porque, por aqui, sempre pensamos na valorização de quem vive e cuida da floresta e na inserção de seus produtos em mais mercados.
Relembre os momentos construídos juntos




O que esperamos deixar em 2026
O Projeto espera contribuir ainda mais com o fortalecimento das 1400 famílias produtoras e 30 OSPs que as representam, com estrutura e equipamentos adequados para processar e armazenar melhor sua produção. Uma das nossas expectativas é também consolidar modelos de negócios sustentáveis e adaptáveis a cada contexto e objetivo das organizações, sempre pensando no seu desenvolvimento coletivo e sustentável.
O Projeto também tem se dedicado a construir coletivamente uma base de conhecimento que fundamente e valorize a produção sustentável e seu papel na mitigação das mudanças climáticas, seja em ações em campo, na universidade e na sociedade como um todo. Um conhecimento que reforça a importância desses produtos estarem em mais mercados, considerando sua contribuição para a conservação da floresta e geração de renda para as famílias produtoras e agroextrativistas que ali vivem.
A história do PRS – Amazônia continua em 2026! Acompanhe as próximas ações pelos canais de comunicação.