ATER com o PRS – Amazônia: mais de 200 famílias produtoras de café e peixes redondos recebem assistência em Rondônia

Com orientações no café e na piscicultura, famílias melhoram a qualidade do produto, reduzem perdas e aumentam produtividade com práticas sustentáveis

A assistência técnica tem mudado o dia a dia de mais de 200 famílias das cadeias de peixes redondos e do café em Rondônia, unindo o conhecimento técnico ao tradicional para uma produção mais eficiente e sustentável. Na cafeicultura, as orientações acompanham todas as etapas da produção, do plantio à colheita, contribuindo para o melhor aproveitamento da terra e da qualidade dos grãos e com respeito ao modo de vida das indígenas. Já na piscicultura, o manejo adequado e o cuidado com a qualidade da água, têm reduzido perdas, ajudado no desenvolvimento dos peixes e aumentado a produtividade. A parceria do Projeto Rural Sustentável – Amazônia com as sete Organizações Socioprodutivas (OSPs) do estado fortalece a produção, amplia as oportunidades de renda e contribui para melhorar a qualidade de vida de quem produz, sempre aliando a conservação das florestas  às oportunidades de mercado. 

Assistência técnica fortalece cafeicultura e amplia perspectivas para famílias em Cacoal (RO)

Das famílias indígenas Paiter Suruí e povo indígena na Õtaibit aos produtores e agricultores familiares em Cacoal, as famílias cafeicultoras vêm construindo caminhos para produzir mais, com qualidade e fortalecendo suas práticas produtivas sustentáveis. São mais de 170 famílias beneficiadas na cadeia produtiva, somando conhecimentos, compartilhando experiências entre si e fortalecendo o trabalho conjunto. Na Terra Indígena Sete de Setembro, em Cacoal (RO), por exemplo, os frutos já aparecem no dia a dia dos associados e associadas da Gap Ey – OSP parceira desde o início do Projeto.

Segundo Robson Yabnoyaam Suruí, coordenador da associação, a presença contínua dos(as) agentes de assistência técnica do Projeto têm contribuído para estruturar a atividade cafeeira, permitindo que muitas famílias iniciem e ampliem a produção com mais segurança e qualidade. 

Já com a chegada de mais duas Organizações Socioprodutivas (OSPs), o trabalho entra em uma nova etapa. Depois da fase de diagnóstico e construção dos planos de implementação, a assistência técnica começa a apoiar as OSPs em decisões mais estratégicas para o fortalecimento da cadeia do café com um todo. É o que tem acontecido com a Coopercacoal, também localizada no município de Cacoal (RO).“Tem sido muito importante. O pessoal acompanha de perto, orienta e traz ideias que ajudam bastante na produção. Não é só teoria, é coisa prática mesmo”, explica Adalto Costa, diretor da Coopercacoal.

Adalto Costa, diretor na Supercacoal, nas lavouras de café da OSP

A expectativa é que, à medida que a trilha de ATER avance, os resultados se tornem cada vez mais visíveis dentro e fora das lavouras. “A assistência técnica ajuda no melhor manejo com a lavoura, a produzir melhor e fazer as coisas na hora certa, evitar desperdício. Com isso, melhora tanto a quantidade quanto a qualidade do que se produz”, completa Adalto. Para ele, o Projeto também contribui para o crescimento da OSP como um todo: “Veio pra somar, fortalecer a cooperativa e os produtores. Nos ajuda a organizar melhor, melhorar a produção e abrir mais oportunidade pra gente vender melhor também. No fim, todo mundo cresce junto’’ ele finaliza. 

Ao unir conhecimento técnico com os saberes locais, a assistência técnica se torna uma ferramenta essencial para o desenvolvimento da cafeicultura em Rondônia, promovendo uma produção mais sustentável, aumentando a renda e gerando mais oportunidades para as famílias produtoras.

Assistência técnica avança na piscicultura e pode apoiar na regularização ambiental em Rondônia

Entre tanques-rede e lâminas d’água, a piscicultura em Rondônia começa a ganhar novos caminhos com a assistência técnica do Projeto, que atende mais de 50 famílias associadas a 2 OSPs. O trabalho tem como um dos principais focos no momento a regularização ambiental, considerada um dos maiores desafios da atividade e uma demanda central das famílias produtoras, que buscam produzir dentro da legalidade.

Nas OSPs que estão há mais tempo, como a COOPEMON, os resultados já são percebidos no dia a dia das famílias. Em municípios do interior do estado, a presença dos técnicos tem contribuído para organizar as tarefas, reduzir riscos e aumentar a produção. “A ATER está sendo muito agradável e construtiva”, resume o associado José Pereira Neto, sobre a assistência recebida. Segundo ele, o acompanhamento já trouxe avanços importantes: “Estão renovando a licença da minha piscicultura e já me instruíram bastante a como trabalhar”, complementa.

Entre os principais aprendizados, ele aponta medidas essenciais como evitar a superlotação dos viveiros, manter os parâmetros adequados da água e registrar as atividades – fatores decisivos para o bom desenvolvimento dos peixes e aumento da produtividade.

Já em Ariquemes (RO), município do Vale do Jamari, a cerca de 200 km de Porto Velho (RO), as primeiras visitas técnicas já indicam um caminho promissor na COAPRAV – OSP recém chegada no Projeto. “Foi feito um levantamento bem detalhado para o diagnóstico, com uso de drone. Foi bastante interessante, muito bom mesmo”, destaca Amauri Guedes de Freitas, administrador da organização. A expectativa é que a assistência técnica apoie na regularização, no manejo e na produtividade da organização.

“Vai ajudar a identificar possíveis parasitas, ajustar a quantidade de alimentação dos peixes e contribuir na documentação e na regularização. Acredito que assim a gente vai alcançar os objetivos da produção, que é fazer minhas áreas de lâmina d’água produzirem bem”
Amauri Guedes
administrador na OSP COAPRAV

Ao levar orientação técnica e apoiar do cultivo à comercialização, a ATER se consolida como uma aliada estratégica para o desenvolvimento da piscicultura no estado, promovendo produção mais eficiente, sustentável e alinhada às exigências do mercado.

Dessa forma, o PRS – Amazônia segue construindo um futuro mais sustentável ao lado de cada família, cada associação e cada território, com a certeza de que produzir bem também é cuidar da floresta. Continue acompanhando essa e outras histórias nos nossos canais digitais, e veja de perto como o desenvolvimento sustentável acontece na prática!

Quando a ATER encontra a agregação de valor no mercado

E o olhar do Projeto vai além de colocar as mãos na terra – e nas águas – com a ATER. Ele foca também em aumentar a renda das famílias, criando oportunidades de agregar valor ao produto, fortalecer a sociobioeconomia e aumentar, na prática, o retorno financeiro para quem produz de forma sustentável. É neste momento que as melhorias da ATER encontram uma iniciativa para ampliar mercado: o protocolo de sustentabilidade do PRS-Amazônia. 

O protocolo é um conjunto de critérios que avalia a documentação da produção e a adoção de boas práticas voltadas ao cuidado com as águas e a vegetação nativa e ao uso eficiente dos recursos. Além da documentação da produção, o protocolo considera práticas relacionadas ao cuidado com as águas e a vegetação nativa, como a conservação ou recuperação de matas ciliares e nascentes. Também são observadas soluções que favorecem o uso eficiente dos recursos, como o tratamento biológico da água, o reaproveitamento de nutrientes e a integração da piscicultura com outras atividades produtivas. Essas práticas se conectam diretamente ao que importa para a piscicultura: qualidade e disponibilidade da água, conservação do solo, proteção da vegetação das margens e equilíbrio ambiental.

E com ele já surgiu uma forte parceria para valorizar o tambaqui, com origem identificada e boas práticas de produção: PRS-Amazônia, Pescados Rodrigues e produtores da agricultura familiar. Por meio da iniciativa, a Pescados Rodrigues paga um valor adicional pelo pescado que atende aos critérios comerciais e às práticas avaliadas pelo protocolo de sustentabilidade do projeto, transformando o compromisso dos produtores em reconhecimento econômico.

Compartilhe:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn